25 de Junho de 2009

Quero, não quero

São meses que não escrevo aqui.
O que não significa que não escrevo ou não vivo. Comigo só, ou com você.

Continuo escrevendo meus textos mentais e tirando as suas fotografias sem nem mesmo ter uma cãmera. Te olho e te imortalizo em mim, quem sabe é melhor assim, apesar da rima pobre.

Os dias agora aparecem nos centímetros a menos na barra da calça, nas madeixas longas e brancas esfiapadas à los Menudos, na comprensão de que o mundo já não é tão inexplorado por esta sua pequena grande alma curiosa.

Os filmes preferidos mudaram, as músicas também. O maior ídolo continua sendo o mesmo avô e a preferência por veículos só se abala pelo gosto pela bola. Com a diferença que agora você sabe o que quer. E exige.

"Quer ficar com tia Naiana, Totonho?"
"Não queio, mãe. Queio você".

26 de Março de 2009

Rubro-negro!

-Gooooooooooooooooooooooooooool!
Mengo, mengo, mengooo!!

(demorou, mas saiu. Orgulho do vovô e o do tio)

12 de Março de 2009

O falecido

Um dos gatos da minha mãe morreu.
E juro que não foi pelas pequenas mãos de quem vocês estão pensando.
O homicídio, ou melhor, bichocídio, aconteceu de madrugada e, acho eu, foi motivado pela nossa cadela de estimação, a Malu, que tem quatro novos filhotinhos (coitados). Assim, espero.
Seria trágico para mim descobrir que meu filhotinho se transforma em um assassino de gatinho altas horas e quem tem uma foto com X vermelho na cara no clubinho do Polaco.




Sorte desse gatinho aí, que está vivo e corre de um Macotonho desde às seis da manhã!

9 de Março de 2009

Diálogo

Graci grita: -Totooooonho!
Totonho responde e pergunta ao mesmo tempo: -O quê?
Graci responde perguntando: -Aonde você tá?
Totonho não se contenta em responder, dá uma corridinha e mostra: -Ó os pipis, mamãe!

(Na plantação de milho, sujo e suado, levando carreira da galinha e, ainda assim, correndo atrás dos pintinhos. Esse é meu filho!)

6 de Março de 2009

Um gato, dois gatos



Bem que a Tati lembrou que o maior medo do polaco dela é o meu. Totonho do céu, você é terrível perto de gatos. Se eles são das minhas amigas, então, pior. Eu tento salvar o carinho que elas têm por você, mas, confesso, não é fácil.

Parece que os bichanos entendem. Você chega, olha torto e eles saem correndo, em total desespero (com o Polaco foi assim). Os mais lentos e bobinhos, claro, caem na sua mão e minha batalha continua.

Ali eu tento te convencer de toda forma que a língua para fora não é normal.
Insisto para que você deixe o gatinho brincar sozinho. Nunca adianta. Você pega, dá uma chave de braço, imaginando que está fazendo ele dormir. E solta aquele sorrisão...

Com aquelas coisas bizarras que a sua vó arranjou é a mesma coisa, com a diferença que eles correm de você como o diabo da cruz, apesar da aparência medonha de Tinhoso que eles têm. Por favor, filho, não corre atrás deles, não entra debaixo do paiol na caça desenfreada, não fica dizendo “gatinho espeie”. Se eles tiveram a mínima noção do perigo, não vão te esperar, mesmo.

Ps1: o gatinho lindinho da foto (o menor deles) é da mãe do Paulinho, irmã da Paulinha, não é uma das figuras de coisa-ruim que a minha mãe arranjou lá para casa.
Ps2: me inspirei no comentário que a Camis deixou no meu Orkut para o texto. Muito sugestivo.

5 de Março de 2009

Aniversário!


Em dois anos...
Você mordeu meu nariz até eu gritar
Acordou cutucando meu olho
Se agarrou à minha blusa para eu tirá-la
Fez xixi no meu pé ainda aprendendo a usar seu brinquedo
Quase matou um gato asfixiado
Deu uma chave de braço na Liandra e disse para ela pedir água
Mordeu a bunda da Clara e da Liandra e de várias crianças desavisadas
Jogou sério com seu tio até encostar seu nariz na ponta do dele
Gritou “manheeeeê” na maioria das vezes que eu saí do quarto
Tentou capturar a bala que eu estava chupando, ler o livro que eu estava lendo
Sumiu, me assustou, depois apareceu dando risada em uma loja lotada
Me acordou com o clarear do dia em pleno domingo
Me ensinou que é preciso menos de um metro de polaco malandro para me fazer feliz

8 de Janeiro de 2009

Amo

Eu sempre quis te ensinar a dizer eu te amo, mesmo que você não entendesse o significado.

Ficava martelando nos seus ouvidos a batida frase, tentando fazer você repetir, só para eu saber como seria seu tom quando falasse para mim. Ameacei não dar o pirulito, não brincar mais de cavalinho... prometi que a gente veria desenho até enjoar e até abri uma exceção para o Pica Pau, tamanha era minha ansiedade pelo tal momento..

Nada adiantou. Imagino que, só de birra, você me ignorava e ficava quieto, então, eu desisti. Resolvi que você, por si só, escolheria para quem dizer, na hora que lhe fosse ideal, mesmo que não fosse para mim. E fiquei feliz e surpresa quando acordei na primeira manhã do ano, com dois olhões castanhos em cima de mim, mexendo no meu rosto pra eu acordar.

Te dei o beijo de todas as manhãs, um abração com cócegas e um feliz ano novo. Repeti mais uma vez meu eu te amo, sem esperar resposta. Você, malandro daquele jeito que é, abriu todo o sorriso e me olhando nos olhos disse um amo, encabulado, que significou bem mais que uma frase inteira. Para que uma frase feita, se só uma palavra sua me desmonta inteira?