
Bem que a Tati lembrou que o maior medo do polaco dela é o meu. Totonho do céu, você é terrível perto de gatos. Se eles são das minhas amigas, então, pior. Eu tento salvar o carinho que elas têm por você, mas, confesso, não é fácil.
Parece que os bichanos entendem. Você chega, olha torto e eles saem correndo, em total desespero (com o Polaco foi assim). Os mais lentos e bobinhos, claro, caem na sua mão e minha batalha continua.
Ali eu tento te convencer de toda forma que a língua para fora não é normal.
Insisto para que você deixe o gatinho brincar sozinho. Nunca adianta. Você pega, dá uma chave de braço, imaginando que está fazendo ele dormir. E solta aquele sorrisão...
Com aquelas coisas bizarras que a sua vó arranjou é a mesma coisa, com a diferença que eles correm de você como o diabo da cruz, apesar da aparência medonha de Tinhoso que eles têm. Por favor, filho, não corre atrás deles, não entra debaixo do paiol na caça desenfreada, não fica dizendo “gatinho espeie”. Se eles tiveram a mínima noção do perigo, não vão te esperar, mesmo.
Ps1: o gatinho lindinho da foto (o menor deles) é da mãe do Paulinho, irmã da Paulinha, não é uma das figuras de coisa-ruim que a minha mãe arranjou lá para casa.
Ps2: me inspirei no comentário que a Camis deixou no meu Orkut para o texto. Muito sugestivo.