11 de setembro de 2009

Três



Mais um onze de setembro, outra vez a lembrança de tudo, sempre a certeza de que o amor que sinto por você não cabe em mim.

7 de agosto de 2009

Mãe Futebol Clube

Já houve um tempo, filho, que seu Tio Bunitão te fazia dormir ouvindo o hino do Curíntia, enquanto a Dindinha soltava os cachorros em cima dele e jurava que você torceria pelo São Paulo. Naquele mesmo tempo, seu padrinho João dizia que você ia mesmo era torcer pelo Santos, enquanto o tio Rondi, por toda força e insistência que existe no mundo, tinha certeza que seu destino era torcer pelo Mengão.

Entre as camisas usadas que seus priminhos esperançosamente lhe passam, até que surge certo ar de flamenguista, sãopaulino, corintiano... Quem sabe? Nada! Esquece Flamengo, Santos, Corinthians. Nem lembre que existe São Paulo ou Palmeiras. Agora, o grito é outro:

- Gooooooooooooouaço! Da minha mãe!

(Porque um gol (ou cinco. Viva a humilhação do tio Rondi) comemorado contigo tem muito mais emoção).

25 de junho de 2009

Quero, não quero

São meses que não escrevo aqui.
O que não significa que não escrevo ou não vivo. Comigo só, ou com você.

Continuo escrevendo meus textos mentais e tirando as suas fotografias sem nem mesmo ter uma cãmera. Te olho e te imortalizo em mim, quem sabe é melhor assim, apesar da rima pobre.

Os dias agora aparecem nos centímetros a menos na barra da calça, nas madeixas longas e brancas esfiapadas à los Menudos, na comprensão de que o mundo já não é tão inexplorado por esta sua pequena grande alma curiosa.

Os filmes preferidos mudaram, as músicas também. O maior ídolo continua sendo o mesmo avô e a preferência por veículos só se abala pelo gosto pela bola. Com a diferença que agora você sabe o que quer. E exige.

"Quer ficar com tia Naiana, Totonho?"
"Não queio, mãe. Queio você".

26 de março de 2009

Rubro-negro!

-Gooooooooooooooooooooooooooool!
Mengo, mengo, mengooo!!

(demorou, mas saiu. Orgulho do vovô e o do tio)

12 de março de 2009

O falecido

Um dos gatos da minha mãe morreu.
E juro que não foi pelas pequenas mãos de quem vocês estão pensando.
O homicídio, ou melhor, bichocídio, aconteceu de madrugada e, acho eu, foi motivado pela nossa cadela de estimação, a Malu, que tem quatro novos filhotinhos (coitados). Assim, espero.
Seria trágico para mim descobrir que meu filhotinho se transforma em um assassino de gatinho altas horas e quem tem uma foto com X vermelho na cara no clubinho do Polaco.




Sorte desse gatinho aí, que está vivo e corre de um Macotonho desde às seis da manhã!

9 de março de 2009

Diálogo

Graci grita: -Totooooonho!
Totonho responde e pergunta ao mesmo tempo: -O quê?
Graci responde perguntando: -Aonde você tá?
Totonho não se contenta em responder, dá uma corridinha e mostra: -Ó os pipis, mamãe!

(Na plantação de milho, sujo e suado, levando carreira da galinha e, ainda assim, correndo atrás dos pintinhos. Esse é meu filho!)

6 de março de 2009

Um gato, dois gatos



Bem que a Tati lembrou que o maior medo do polaco dela é o meu. Totonho do céu, você é terrível perto de gatos. Se eles são das minhas amigas, então, pior. Eu tento salvar o carinho que elas têm por você, mas, confesso, não é fácil.

Parece que os bichanos entendem. Você chega, olha torto e eles saem correndo, em total desespero (com o Polaco foi assim). Os mais lentos e bobinhos, claro, caem na sua mão e minha batalha continua.

Ali eu tento te convencer de toda forma que a língua para fora não é normal.
Insisto para que você deixe o gatinho brincar sozinho. Nunca adianta. Você pega, dá uma chave de braço, imaginando que está fazendo ele dormir. E solta aquele sorrisão...

Com aquelas coisas bizarras que a sua vó arranjou é a mesma coisa, com a diferença que eles correm de você como o diabo da cruz, apesar da aparência medonha de Tinhoso que eles têm. Por favor, filho, não corre atrás deles, não entra debaixo do paiol na caça desenfreada, não fica dizendo “gatinho espeie”. Se eles tiveram a mínima noção do perigo, não vão te esperar, mesmo.

Ps1: o gatinho lindinho da foto (o menor deles) é da mãe do Paulinho, irmã da Paulinha, não é uma das figuras de coisa-ruim que a minha mãe arranjou lá para casa.
Ps2: me inspirei no comentário que a Camis deixou no meu Orkut para o texto. Muito sugestivo.