São meses que não escrevo aqui.
O que não significa que não escrevo ou não vivo. Comigo só, ou com você.
Continuo escrevendo meus textos mentais e tirando as suas fotografias sem nem mesmo ter uma cãmera. Te olho e te imortalizo em mim, quem sabe é melhor assim, apesar da rima pobre.
Os dias agora aparecem nos centímetros a menos na barra da calça, nas madeixas longas e brancas esfiapadas à los Menudos, na comprensão de que o mundo já não é tão inexplorado por esta sua pequena grande alma curiosa.
Os filmes preferidos mudaram, as músicas também. O maior ídolo continua sendo o mesmo avô e a preferência por veículos só se abala pelo gosto pela bola. Com a diferença que agora você sabe o que quer. E exige.
"Quer ficar com tia Naiana, Totonho?"
"Não queio, mãe. Queio você".
1 dia atrás

